A relação entre o Agronegócio e o meio ambiente foi tema de reunião entre o ministro Ricardo Salles e diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária nesta terça-feira, 7. Na pauta, foram abordados os programas de Pagamento por Serviços Ambientais e o Floresta+, esse último lançado em 3 de julho.

Diretora-executiva da FPA, a vice-líder do Governo na Câmara, deputada Aline Sleutjes, fez questão de destacar que as atividades do Agro não são inimigas do meio ambiente. Segundo ela, é necessário divulgar ampliar o acesso aos feitos positivos da pasta comandada por Salles para a população utilizando, por exemplo, as ferramentas disponíveis no recriado Ministério das Comunicações:

“A população do Agro entende, respeita as legislações ambientais, o código florestal, entre outras normas. Por isso, temos que aumentar e otimizar a forma com que as informações pertinentes ao meio ambiente cheguem ao conhecimento dos cidadãos em geral para que eles tenham ciência sobre o que de fato tem sido realizado pela pasta, e como o relacionamento com o campo é saudável e respeitoso. E sugiro que isso seja possível por meio do alinhamento das ações junto ao Ministério das Comunicações, comandado pelo recém empossado ministro Fábio Faria”, declarou a federal paranaense, que acrescentou:

“O Ministério do Meio Ambiente tem oportunizado novos programas e incentivos, fazendo com que os agricultores se sintam parte, e não excluídos ou inimigos da natureza. Temos propostas que incluem a utilização dos biodigestores, da energia limpa, da reciclagem, ações para acabar com os lixões, são muitas iniciativas que precisam ser melhor divulgadas para dar mais transparência aos trabalhos e segurança para aqueles que atuam no campo e que lidam com questões de defesa do meio ambiente”, disse Sleutjes. 

O deputado federal Evair de Melo, do Espírito Santo, ressaltou, na reunião virtual com o ministro, a demanda do leite no país, uma das bandeiras mais fortes do mandato da deputada Aline Sleutjes que está à frente dos trabalhos do Fórum Nacional de Incentivo da Cadeia Leiteira. Para Evair, o produto ‘dialoga’ com todo o Brasil, mas conflita com problemas de ordem ambiental como o assoreamento de rios por conta das pastagens do gado. Ricardo Salles respondeu que está atento a essa questão, e informou que a pasta se debruça sobre iniciativas que tragam soluções, sobretudo por conta do aniversário de uma década da Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre elas programas de reciclagem de rejeitos de origem animal.

A pauta do encontro virtual abordou, entre outros assuntos, os projetos de lei 735/2020, que trata sobre a agricultura familiar, e o 2633/2020, que aborda a regularização fundiária, ambos de autoria do deputado Zé Silva (MG).

“O agronegócio não precisa das terras da Amazônia para se expandir sua produção!”. A declaração é da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dada em entrevista ao jornal Estadão, na última semana. Tereza Cristina foi categórica ao afirmar que o Agro produz sobre áreas já desmatadas, e que a Amazônia, com seu clima e terras diferentes das demais regiões, não é atraente e não conta com infraestrutura logística.

“A declaração da ministra é mais uma prova que o Agro de forma alguma é inimigo do meio ambiente, pelo contrário, as ações e estratégias são planejadas e executadas de forma que haja o equilíbrio entre o campo e a natureza”, finalizou a deputada federal Aline Sleutjes.

Fotos de Francisco Moreira/Crédito obrigatório

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