O Brasil aparece como o terceiro maior exportador agrícola do mundo no ranking da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – abocanha 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

Mas a manutenção e amplificação dessa performance passa por investimentos. E boa parte deles sai do Plano Safra, cuja edição 2019/2020 será lançada na terça-feira 18.

Criado em 2003, o Safra garante o crédito necessário para o agricultor investir e custear a produção.

“Trata-se da principal fonte de incentivo ao produtor rural brasileiro, reunindo um conjunto de políticas públicas que abrangem os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, crédito, seguro da produção, garantia de preços, comercialização e organização econômica das famílias residentes no campo”, observou a deputada federal Aline Sleutjes, do PSL do Paraná.

O lançamento foi viabilizado após a aprovação, no Congresso Nacional, de crédito extra de R$ 248,9 bilhões, irrigando as contas públicas da União.

Pelos cálculos divulgados pelo Ministério da Agricultura, eram necessários R$ 7 bilhões para fechar as contas da pasta – sendo R$ 4,6 bilhões para completar o orçamento do plano.

Um mercado de gigantes

O comércio agrícola movimentou US$ 1,6 trilhão em 2016, impulsionado pelo aumento da demanda de consumo da China e também por biocombustíveis.

E o Brasil figura na proa desse mar de gigantes:

Colheu uma safra de 242 milhões de toneladas no ano passado, o que ajudou a manter superávit comercial no ano em que o país saía de uma das piores recessões de sua história. Direta e indiretamente, o agro responde por quase um quarto do PIB do país.

Além de tudo, graças ao uso intensivo de tecnologia, obteve ganhos de produtividade e evitou maior desmatamento – de 1991 a 2017, a produção de grãos e oleaginosas subiu 312%, mas a área plantada cresceu apenas 61%.

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