O governo federal, comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, tem adotando uma série de medidas econômicas para tornar menos penoso este momento complicado em que o país – e o mundo – vivem em consequência da pandemia de Covid-19, e não é diferente no segmento do agronegócio. Nos últimos dias o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou algumas medidas para que os produtores rurais do nosso país possam passar por essa fase difícil com mais tranquilidade.

 

A ministra da Economia, Tereza Cristina, destacou três medidas muito importantes para o segmento: a prorrogação dos financiamentos vencidos de janeiro a agosto de 2020, tanto custeio como investimentos; oferta de financiamento específico àqueles que fazem parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf (R$ 20 mil) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural Pronamp (R$ 40 mil), para auxiliar nas despesas do dia a dia até o próximo plantio; e a criação de uma linha de R$ 65 milhões como teto, para que cooperativas, cerealistas e agroindústrias possam trabalhar o capital de giro, para manter ativos a comercialização e os estoques. 

 

Fiel defensora dos homens e mulheres do campo, a deputada federal Aline Sleutjes, do Paraná, e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemora o apoio aos produtores rurais neste momento de crise por conta da pandemia de coronavírus. “São grandes vitórias para o setor do agronegócio, em um período tão delicado, para um segmento essencial e que não pode parar. Precisamos dar total apoio a quem nos alimenta todos os dias, assim como outros povos pelo mundo”, disse Aline Sleutjes.

 

A deputada federal participou, na última semana, de videoconferência com demais integrantes da FPA e a ministra da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Os parlamentares falaram sobre as ações levantadas pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) nos últimos dias em apoio aos produtores e fizeram seus questionamentos.

 

A ministra Tereza Cristina assegurou que várias providências estão em negociação com o ministério da Economia. Ela destacou a prorrogação das parcelas dos empréstimos ligados aos custeios e investimentos para médios produtores – com exceção dos produtores de milho e soja, devido aos bons preços desses produtos no mercado; solicitação de crédito para armazenamento e comercialização para cooperativas e cerealistas; criação de uma linha de crédito especial para agricultura familiar e médios produtores; extensão da linha de financiamento emergencial para a agricultura para serem destinados diretamente aos empregados e incremento em R$ 500 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

 

Os membros da FPA realizaram diversos questionamentos à respeito do setor da agricultura durante a vídeoconferência com a ministra Tereza Cristina. Um deles foi abordado pela deputada federal Aline Sleutjes. A paranaense levantou a preocupação com as relações entre o Brasil e a China, frisando uma possibilidade de descumprimento dos contratos de venda de produtos agrícolas para aquele país. A parlamentar demonstrou ainda inquietação em relação a aquisições de diversos negócios relacionados à agricultura por parte da China. 

 

“Após a crise, as relações do Brasil com a China devem se intensificar ainda mais, tendo em vista a dimensão alcançada pela crise nos EUA”, afirmou a ministra. Quanto ao cumprimento dos contratos por parte da China, Tereza Cristina desmentiu as informações que circulam sobre essa possibilidade. “Não há movimento de aquisição em massa de negócios no Brasil por parte da China. Os chineses têm sido importantes parceiros nos aportes de investimentos no Brasil, inclusive por convite do governo brasileiro”, disse a ministra.  

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