Produtores rurais do Paraná têm encontro marcado neste 1° de maio com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na pauta, a discussão sobre a funcionalidade do Parque Nacional dos Campos Gerais, uma unidade de conservação de mais de 21 mil hectares, incorporando os municípios de Carambeí, Castro e Ponta Grossa, no Paraná.
Criado em 2006 por decreto federal, a instalação do parque ficou no papel sem indenizar moradores e produtores que residiam dentro de seus limites. E o gestor da unidade, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vem impondo restrições ao desenvolvimento das atividades, uma delas é o acesso ao crédito.

Intermediada pela deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), a reunião entre os agricultores e o ministro, que apresentarão ao ministro nessa oportunidade o impacto às suas atividades e como foi desenvolvido até esse momento o que o decreto instituiu – como está hoje a situação do parque.
O pedido dos produtores, que está na carta enviada ao ministro, lista não só as restrições, mas também que qualquer alteração e qualquer sugestão que o Ministério possa ter para resolver e solucionar o problema do parque não trará dano ao meio ambiente e não deixará de ser preservado.
A deputada assegurou que de maneira alguma aceitaria algo que não mantivesse a preservação ambiental assegurada e nem os produtores têm essa intenção.
“A área está totalmente protegida pela legislação atual como o Novo Código Florestal e Lei de Proteção da Mata Atlântica e é fiscalizada pelo aparato do Estado como IBAMA, o próprio ICMBIO, IAP, Força Verde, etc”, listas os produtores na carta encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente.

Na carta encaminhada ao ministro Ricardo Salles, os produtores elaboraram tabela comparativa entre as propriedades inseridas no perímetro do parque e as que estão fora, espalhadas pela região de Castro, Carambeí e Ponta Grossa.
“Não houve cumprimento indenizatório que causaria um ônus maior ainda governamental, que a indenização hoje atinge um bilhão e meio a dois bilhões – em termos de economia, da situação atual do País, até o processo indenizatório dessas propriedades, não é um bom acordo para o governo”, apontam os produtores, listando restrições administrativas do Instituto Chico Mendes, entre as quais as que impedem a construção de novos empreendimentos, dificultam obtenção de licenças, deixam os produtores pendentes perante o Cadastro Ambiental Rural e vetam o acesso ao crédito.

“Não se questiona aqui o direito da União de, em nome do que considerar socialmente relevante para a conservação do meio ambiente, criar a Unidades de Conservação sustentáveis, seja por parceria pública ou da iniciativa privada”, acrescenta os produtores.
A deputada prevê que esse encontro é muito importante para que se vibrem as forças entre o meio ambiente e a área produtiva agrícola, sendo que os dois trabalham em colaboração onde se mantenha a preservação ambiental, mas que os proprietários não sejam penalizados – pelo contrário: sejam incentivados a manter a sua preocupação com a preservação com os parques. Pois a região tem pontos turísticos de relativa importância com milhares de visitações durante o ano e que essas atrações turísticas naturais serão mantidas.
Além do ministro Ricardo Salles e a deputada federal Aline Sleutjes, a reunião também terá a participação do governador Ratinho Junior.

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