O Vietnã pode ser porta de entrada de produtos brasileiros em toda Ásia. A viabilidade foi pauta de diálogo entre a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc. A ministra comanda missão no continente com o objetivo de potencializar as relações comerciais brasileiras.

Juntos, os dois ministros alinhavaram o novo passo das relações Brasil-Vietnã.

Integrante da missão, a deputada federal Aline Sleutjes destacou: “O Vietnã é um mercado que o Brasil conquistou. E que quer manter cada vez mais próximo!”

Ela revelou que os vietnamitas querem vender peixe e camarões. Já o Brasil, abrir as portas para o comércio de bovinos vivos e melão. Além de ampliar as exportações de algoodão, soja e milho.
Mais do que alimentos – e os vietnamitas têm consciência de que temos potencial para abastecer as prateleiras de todo o país -, Brasil e Vietnã podem fechar parcerias nos setores de educação e defesa nacional.

E não se trata de qualquer parceiro:

O Vietnã tem mais de 100 milhões de habitantes, exibindo crescimento econômico surpreendente, na faixa de 6,5% e 7% ao ano.

“A economia aquecida e o posicionamento no continente asiático fazem dos vietnamitas parceiros realmente estratégicos”, acredita Aline Sleutjes, que acrescentou: “Uma relação diplomática que já tem mais de três décadas, marca celebrada em evento organizado pela União Vietnamita das Organizações de Amizade”.

Iniciada em 1989, a relação Brasil-Vietnã reúne alguns elementos inéditos – a exemplo da inauguração da embaixada brasileira, em 1994, se transformando no primeiro país latino a ter representação diplomática na capital vietnamita.

Nestas três décadas, as nações assinaram cooperações em diversas áreas como ciência e tecnologia, cultura, esportes, produção e uso de etanol combustível, saúde, serviços aéreos e transportes marítimos. Empresas brasileiras dos setores de arquitetura e de produção de couros, entre outras, mantêm investimentos no Vietnã.

O comércio bilateral superou US$ 4,2 bilhões, o maior nível desde o início das relações. No último ano, o Vietnã foi o 5º maior parceiro comercial do Brasil na Ásia. Somente no ano passado, o saldo agrícola entre os dois países chegou a US$ 1,4 bilhão.

“Os números mostram que o Vitnã é uma importante conquista. E que precisa ser mantida”, concluiu.A ministra Tereza Cristina e o primeiro-ministro Nguyen Xuân Phúc alinhavaram a possibilidade do Vietnã se transformar em porta de entrada de produtos brasileiros em toda a Ásia.

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