A crise sanitária e econômica que se apresentou ao Brasil a partir do mês de março afetou setores, mas um deles ficou preservado: o agronegócio. O segmento se apresenta como o principal responsável pelo superávit de US$ 1,744 bilhão da balança comercial nas quatro primeiras semanas de abril, segundo dados do Ministério da Economia divulgados na segunda-feira (27). As exportações do agro cresceram US$ 119,74 milhões (62,4%) na comparação com igual período do ano passado. Já as importações recuaram em US$ 1,24 milhão (-6,3%).

 

“A modernização do setor é uma das principais justificativas para o fato de o agronegócio se manter plantando e colhendo, mesmo em tempos de adversidade por conta da pandemia do Covid-19”, avalia a deputada federal Aline Sleutjes, do Paraná, membro da Frente Parlamentar das Agropecuária (FPA) e vice-líder do governo Bolsonaro. O aumento do acesso à internet, novas tecnologias, inovação e mais qualificação permitem um crescimento cada vez maior e confiança de estabilidade no setor, possibilitando estar sempre à frente, independentemente de qualquer crise que possa surgir. 

 

“O desafio ainda é enorme, nem todos têm acesso aos mesmos recursos, mas estamos falando de máquinas autônomas, uso de tablets e smartphones, drones, mapa digital de colheita, sistemas automáticos de ordenha. Ou seja, recursos que trazem transformações importantes ao segmento”, afirma a parlamentar.

 

Segundo a FPA, 18 países abriram seus mercados para a importação de produtos brasileiros, como Indonésia, Singapura e Egito, desde o início da crise do coronavírus. Eles intensificaram a compra de carnes, laticínios, arroz e suco. A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Os chineses, ainda segundo a FPA, ampliaram em 3% as importações de produtos produzidos pelo agronegócio brasileiro desde o início da crise, compensando as demais perdas com outros mercados. 

 

Agro brasileiro no mundo

 

O agronegócio brasileiro está cada vez mais presente no mundo. No último ano, o governo do país conseguiu avanços em importantes mercados, conforme dados expostos pela FPA. De janeiro de 2019 a março de 2020, foram abertos 48 novos mercados para produtos brasileiros em 23 países, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastaecimento (Mapa), além da expansão do comércio em vários outros. 

 

Entre os destaques estão Índia (carne de frango); México (arroz beneficiado); Indonésia (carne bovina); Marrocos e Coréia do Sul (pescados); China (lácteos, melão, farelo de algodão, miúdos de suínos e carne bovina); Kuwait (carne bovina); Peru (farinha de subprodutos de aves); Argentina (carne de rã, lácteos para alimentação animal, lanolina, termoprocessados de aves, aparas de pele bovina para produção de gelatina, embriões bovinos, sêmen suíno e carne suína curada); Egito (lácteos, miúdos de bovinos, caprinos e ovinos vivos); Arábia Saudita (castanhas); Estados Unidos (carne bovina in natura); Marrocos e Emirados Árabes Unidos (material genético avícola); Malásia, Cazaquistão e Equador (bovinos vivos); Japão (lácteos para alimentação animal); Zâmbia (bovinos vivos e material genético bovino).

 

Ampliação de mercados

 

O governo brasileiro também avançou no trabalho de ampliação de mercados do comércio de produtos do agronegócio onde já atua. Dentro do Mercosul, o Brasil e Argentina assinaram um cronograma para a eliminação de todas as barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias até o final de 2020, derrubando qualquer obstáculo ao comércio de produtos do agronegócio entre os dois países. 

 

Com a China, o país firmou a habilitação de 38 plantas frigoríficas, sendo 22 plantas de carne bovina, 6 de suínos, 9 de aves e 1 de asinino. Também a redução de 30% para 15% de uma importante tarifa para o suco de laranja brasileiro, com espaço para mais reduções. Com Singapura, novas habilitações de estabelecimentos brasileiros para a exportação de carne de aves e carne suína.

 

“Com a ampliação do comércio internacional, o agronegócio está contribuindo para a ampliação da renda e do emprego no país. É o agronegócio ajudando o Brasil e o Brasil ajudando o mundo com suas riquezas”, afirma a deputada Aline.

 

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