A deputada federal Aline Sleutjes reforçou o posicionamento a favor do “tratamento precoce” durante uma live realizada nas suas redes sociais no último sábado (23). Ela convidou o médico Dr. Frederico Fiorillo para falar sobre a importância do uso de medicamentos na fase inicial da doença e sobre as polêmicas envolvendo a aceitação deste protocolo que poderia estar salvando milhares de brasileiros.

Desde o início da pandemia, o presidente da República Jair Bolsonaro o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello defendem o uso dos medicamentos, bem como lutam para viabilizar o mais rápido possível à vacina como meio de evitar o colapso do sistema de saúde.

“Essa pandemia ficou marcada pela politização. Houve um ataque desenfreado ao tratamento precoce e às substâncias que já tinham a eficácia comprovada e já eram utilizadas há muito tempo tornaram reféns de informações distorcidas e rótulos inadequados. O uso dos medicamentos não tem caráter experimental, já a vacina sim”, alertou a deputada.

Atualmente, a cloroquina, azitromicina e a nitazoxanida estão sendo prescritas como tratamento precoce da Covid-19, com objetivo de diminuir a carga viral e amenizar os sintomas na primeira fase da doença.

“A Covid-19 tem duas fases que a gente consegue identificar facilmente. A primeira é quando se apresentam os primeiros sintomas e é onde tem o início da replicação do vírus para as outras células. A segunda é muito perigosa onde há uma lesão do tecido pulmonar. Nessa fase o tratamento precoce com cloroquina já não se revela tão eficiente, mas é utilizado com outros medicamentos”, explicou o doutor.

Aline revelou durante a transmissão que já pegou a Covid-19 e que optou em fazer o tratamento precoce. “Fiz o tratamento precoce e em 10 dias estava recuperada. Tenho certeza que os medicamentos contribuíram com a não evolução do meu quadro, bem como meus assessores”, afirmou a deputada.

O ministério da Saúde divulgou nota esclarecendo que é decisão do médico, realizar o tratamento que julgar adequado, desde que com a concordância do paciente infectado. Isto quer dizer que o cidadão tem o direito de receber o tratamento precoce.

“A mídia encheu a população de pânico. O nosso jornalismo virou um obituário onde só se mostram o número de mortes, não se fala em recuperação e tratamento. Tudo isso levou desespero e medo. Já temos mais de 7 milhões de pacientes recuperados no país”, disse a deputada.

O doutor Frederico alertou também sobre a situação dos médicos que são coagidos ou perseguidos ao prescrevem o tratamento precoce. “Não podemos aceitar que a autonomia dos médicos seja usurpada por questões de natureza política. Há uma série de estudos que comprovam a eficácia do protocolo e isso precisa vir à tona. É preciso garantir a liberdade médica e o elo entre paciente e doutor”, completou Frederico.

A deputada acredita que é preciso informar a população que, segundo ela, está sendo vítima de manipulações da mídia que querem derrubar o presidente Bolsonaro e usam esta pandemia como arma.

“É hora de espalharmos a verdade e de acabarmos com o pânico. Precisamos de serenidade para dar voz à ciência. Tirar o véu das paixões ideológicas e darmos ouvidos ao que realmente importa: a ciência e a vida”, concluiu.

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