A parlamentar paranaense Aline Sleutjes juntamente com a bancada do PSL e demais deputados de várias siglas da Câmara dos Deputados, lançaram nesta quarta-feira (28/04), no Salão Verde, um manifesto a favor da PEC 135, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF) que muda o processo eleitoral já a partir das eleições de 2022 onde o sistema de votos poderá ser forma auditável.

“Quero me incluir hoje a voz da maioria da população brasileira. Esse projeto da Deputada Bia coloca o interesse do povo no papel, deixo claro que estamos lutando pela transparência do processo. Fazer com que o voto seja auditável é dar a condição de fiscalização do resultado das urnas. Temos aqui representantes de muitas siglas partidárias. Isso demonstra a preocupação e a responsabilidade com o povo brasileiro. Precisamos dar eficiência e confiabilidade ao processo. Chega de dúvidas e incertezas, voto auditável sim! É urgente, necessário e democrático”, afirmou a deputada Aline.

O deputado Major Vitor Hugo (GO), líder do PSL na Câmara, leu um manifesto do partido. “Precisamos garantir eleições verdadeiramente confiáveis, livres e justas, com maior transparência do sistema de urnas eletrônicas, a fim de assegurarmos que os rumos de nosso país sejam comprovadamente determinados pela vontade do povo”, disse o líder da legenda na Câmara.

Os parlamentares argumentam que as urnas eletrônicas são seguras, mas consideram que os “processos são violáveis” e por isso, há a necessidade do resultado ser auditável.

A autora da proposta de emenda à constituição, deputada Bia Kicis, defendeu a proposta com argumentos irrefutáveis. “Certamente todo eleitor é digno de ter um sistema eleitoral seguro e transparente, e essa transparência se mede, dentre outros fatores, pela auditabilidade do voto. Hoje, infelizmente, no Brasil, existe no imaginário coletivo uma crença de que o nosso sistema é seguro – e eu digo isso crendo que seja fruto de muita desinformação. O nosso sistema não é seguro, infelizmente. Ele é vulnerável”, apontou a parlamentar.

E complementou: “Nós estamos aqui buscando aprimorar o sistema existente. Então nós queremos urna eletrônica sim, mas a comprovação e segurança dos resultados. “Por isso, a adoção de sistemas eleitorais eletrônicos com voto auditável tem se mostrado como indispensável nesta evolução, por viabilizar maior transparência ao registro e contagem de votos, com comprovação de que a manifestação do eleitor será computada e com possibilidade de auditoria em caso de suspeita de fraude.”

O presidente da Câmara, Arthur Lira, irá instaurar na próxima terça-feira (4) uma comissão especial sobre o projeto do voto auditável.

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