Membros da Frente Parlamentar de Games e Jogos Eletrônicos se reuniram em audiência virtual, essa semana, com representantes desse setor e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, para discutir estratégias de geração de emprego e renda, além do uso dessas ferramentas digitais na Educação. Pontes destacou que as tecnologias desenvolvidas nos jogos vão além do entretenimento, sendo utilizadas em várias áreas.

“As tecnologias vão do vídeo em si ao software utilizado, toda a parte de controle, de modelamento matemático, modelamento com inteligência artificial. As aplicações dessas tecnologias como um todo são gigantescas”, disse o ministro.

Vice-presidente da frente, a paranaense Aline Sleutjes revelou que vai trabalhar pela criação de uma federação de games e jogos eletrônicos em seu estado. A deputada declarou que o setor tem colaborado significativamente com o desenvolvimento da economia nacional, e um órgão representativo colabora para a regulação, profissionalização e incentivo do segmento.  

“Esse setor nada mais é do que um esporte, mas em ambiente virtual. Por isso, acredito que uma federação que trate sobre a legitimidade, a promoção em âmbito global destacando valores educacionais, principalmente entre os jovens, a organização de competições oficiais e formalização de parcerias, a promoção de integridade e ética, e a prevenção de métodos ou práticas ilegais, por exemplo, será importante para impulsionar o mercado dos games. Só no ano passado, segundo dados levantados por representantes dessa área, foram movimentados, no Brasil, mais de R$ 5 bilhões”, disse Sleutjes, que é vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro reduziu os impostos para importação de jogos eletrônicos. As alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre consoles e máquinas de jogos de vídeo, partes e acessórios que variavam de 20% a 50%, foram reduzidas para 16% a 40%. O presidente da frente parlamentar, deputado Coronel Chrisóstomo, defendeu que as tecnologias dos games possam ser usadas nas escolas do país.

“Essa é uma de nossas metas: promover espaços nas unidades de ensino públicas para criar todos esses profissionais para atuar no mundo dos games e jogos eletrônicos”, declarou o federal rondoniense.

Durante a audiência virtual foi apresentada a ideia da aplicação dos jogos em educação para tornar as atividades diárias na escola mais interessantes, ajudando assim a combater a evasão escolar. O Brasil é o 13º país no mercado de games, com quase 76 milhões de jogadores. De 2014 a 2018 o mercado de desenvolvedores de jogos cresceu 164%, empregando duas mil e 700 pessoas.

Fotos de Francisco Moreira e da Agência Brasil/Créditos obrigatórios

 

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