Um grupo de deputados federais, que lidera a base aliada ao governo do presidente Jair Bolsonaro, entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (1), contra o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). Assinam a representação os deputados federais Alê Silva (PSL-MG), Aline Sleutjes (PSL-PR/Aliança), Bia Kicis (PSL/DF), Bibo Nunes (PSL-RS), Carlos Jordy (PSL-RJ), Carla Zambelli (PSL-SP), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Filipe Barros (PSL-PR), General Girão (PSL-RN) e Junio Amaral (PSL-MG).   

 

Eles solicitam, em respeito ao povo brasileiro e em favor da democracia, a instauração de uma investigação em desfavor do parlamentar, por considerarem que ele promove manifestações violentas desde o último dia 28 de maio, e que aconteceram neste domingo (31) nas ruas da capital paulista, cometidas por torcidas organizadas, membros da extrema esquerda e movimentos que se auto classificam como antifascismo, explica o texto. 

 

Em sua conta no Twitter, Frota criticou as manifestações em apoio ao presidente Bolsonaro ao postar: “Lula está avisando. Acho que diante das ameaças, vamos ter que ir para ruas e vamos para guerra. É hora de unificar e encarar” e “Morte aos fascistas. Seja mulher, seja negro, seja criança, seja gay, se for fascista, será morto”. A publicação não estava mais no perfil do deputado federal na manhã desta segunda-feira, mas foi printada e amplamente divulgada por internautas incomodados com as postagens.

 

No documento, os aliados de Bolsonaro destacam que afirmam que “de fato, a liberdade de expressão e a livre manifestação do pensamento não são absolutos, uma vez que devem ser conjugados de forma harmoniosa com os demais direitos e garantias individuais e, por isso, não permitem a expressão do discurso de ódio, do discurso criminoso e do discurso antidemocrático”. A representação faz referência ainda à Lei nº 7.710/83, que incrimina condutas que atendam e coloquem em risco a segurança nacional.  

 

Neste domingo (31), ato convocado por grupos contrários ao atual governo aconteceu na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, em uma manifestação nada pacífica, diferentemente do que têm sido as manifestações em favor do presidente Bolsonaro neste último mês, em Brasília, a exemplo dos dois últimos domingos. Os presentes na via pública de São Paulo geraram tumulto e confronto com policiais. Torcidas organizadas de grandes clubes da capital paulista aderiram à manifestação e iniciaram uma briga generalizada.

 

 

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