Desenvolvida no Brasil, a cobertura gera, em média, 1,15 Kwh de energia fotovoltaica por mês. Retorno sobre investimento é de até 5 anos
A Eternit, fabricante de materiais para construção, obteve certificado do Inmetro para comercializar telha de concreto capaz de produzir energia. A cobertura capta energia do sol por meio de células fotovoltaicas aplicadas diretamente sobre ela, substituindo os painéis solares tradicionais.


As telhas solares serão produzidas na fábrica da Tégula Solar, marca que pertence ao grupo, em Atibaia, interior de São Paulo. A linha de produção já está rodando, mas, no momento, apenas projetos-piloto, de clientes selecionados pela empresa, estão recebendo o material. A expectativa é de que a comercialização para o grande público comece em meados do próximo ano.


“Essa iniciativa colabora para o desenvolvimento da produção nacional de equipamentos de energia solar, que tem total apoio e incentivo do Presidente Jair Bolsonaro. O Governo Federal já isentou a tarifa de importação para mais de 100 tipos de equipamentos fotovoltaicos, incluindo os painéis solares, beneficiando empresas, indústrias e residências. Apesar dos esforços para promover o uso de energias limpas, segundo dados de 2011 da PNUD, só 20% da energia consumida no planeta vem de fontes renováveis. A demanda continua a crescer e há necessidade do País aumentar a produção. Essa é a transformação que o País precisa e que juntos, estamos fazendo”, explicou a Deputada Federal do Paraná, Aline Sleutjes.


Cada telha solar, cujo tamanho é de 36,5 cm por 47,5 cm, tem potência de 9,16 watts, o que se reflete em uma capacidade média mensal de produzir 1,15 Quilowatts hora (Kwh) por mês. A empresa estima que o uso da tecnologia possa reduzir o custo de um sistema solar em até 20%. Com isso, o retorno esperado para o investimento é de 3 a 5 anos. Para uma residência pequena, são necessárias cerca de 150 telhas; casas de alto padrão devem utilizar até 600 unidades. O restante do telhado pode ser feito com telhas comuns.

A indústria nacional de painéis solares ainda representa pouco do total instalado no Brasil — cerca de 3%. A grande maioria dos produtos é importada, especialmente da Ásia, região que concentra a maior parte dos fabricantes. Sozinha, a China responde por 6 em cada 10 painéis instalados no mundo. É o oposto do que acontece em outro setor de energia renovável, o eólico. Nos ventos, a produção nacional responde por cerca de 80% do total instalado no País. “Com os incentivos e as novas políticas do Governo Federal, vamos estimular ainda o crescimento da indústria nacional de painéis solares. Isso é inovação, tecnologia e desenvolvimento para os brasileiros”, concluiu, a Deputada.
www.tecmundo.com.br e Assessoria

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