Um dos roteiros da missão brasileira na Ásia foi no Japão – país que ocupa a nona posição no ranking dos maiores compradores do Brasil. Um cenário, porém, que vem enfrentando retração nos últimos anos, fechando 2018 com deficit de 21,28 por cento.

Integrante da missão, a deputada federal Aline Sleutjes aposta que o país pode – e vai – conseguir reverter a conta negativa da balança Brasil-Japão.

“Esse foi nosso foco na visita aos japoneses, mostrando que o Brasil tem potencial para atender as demandas de consumo”, revelou a parlamentar.

Ela informou que, durante três dias, os membros da missão mantiveram várias agendas. Uma delas foi com integrantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão e da Federação das Indústrias do Japão, expondo dados relevantes do agronegócio:

“Mostramos o PIB do setor, os produtos mais exportados, a produção sustentável, além dos investimentos no desenvolvimento agrícola, infraestrutura e utilização de satelites para a prevenção de desmatamento”, declarou Aline Slaujtes, que acrescentou:

“Os números impressionaram. E os japonese deram sinal verde para investir em rodovias, ferrovias, portos e tecnologia’.

Mais do que negócios, a agenda também foi de celebração dos laços que unem Japão e Brasil – uma das nações que mais recebeu imigrantes japoneses – um processo iniciado há mais de cem anos. A comunidade nipônica chega, atualmente, a mais de 2 milhões de habitantes.

A terceira agenda da missão brasileira no Japão foi com o ministro da Agricultura, Floresta e Pesca e também com o vice-ministro da Saúde, abrindo caminho para a aprovação da exportação de novos produtos brasileiros como carne bovina in natura, abacate e material genético avícola.

A maratona do Brasil no Japão entrou no segundo dia com visita à Zen-Noh, entidade que reúne grandes produtores – responsáveis por parcela generosa do PIB japonês – importadores de milho e soja.

Na sequência, integrantes da missão brasileira promoveram nossos cafés especiais para exportadores japoneses, estimulando maior consumo do café brasileiro. O japão ocupa a quarta posição no ranking dos maiores compradores de café do Brasil. As exportações atingiram 2,484 milhões de sacas/60 quilos em 2018.

O terceiro dia da missão no Japão foi dedicado ao encontro dos ministros de Agricultura que pertencem ao G20, grupo das maiores economias do planeta. O evento, que ocorreu em Niigata, começou com uma boa notícia para o País: o México abriu mercado para a importação do nosso arroz. O impacto econômico desse acordo eleva o Brasil a ficar entre os dez maiores exportadores do produto, além aumentar o número de produtos negociados com o México.

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