A deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR) recebeu com decepção a notificação da Executiva Nacional do PSL informando sobre o processo direcionado ao Conselho de Ética da sigla que prevê a sua expulsão do partido.

A acusação que recai sobre ela e mais 20 deputados é de infidelidade partidária. A justificativa é que a deputada e seus colegas apoiam o presidente Jair Bolsonaro e também a criação do partido Aliança pelo Brasil.

“Este processo é uma ação nítida de perseguição pessoal. O PSL mudou completamente as propostas que apresentou ao eleitorado brasileiro, que elegeu Jair Bolsonaro como representante máximo da nação”, disse a deputada.

“O presidente da sigla sabe que não possui mais o apoio da maioria do partido, por isso, tomou a decisão de nos expulsar para manter a maioria ao seu lado não correndo riscos de perder sua liderança. Ele fabrica justificativas para realizar esta covardia. O presidente [do PSL] quer que aceitemos que o partido que elegeu o presidente da República, agora esteja associado a extrema esquerda” continuou a deputada.

Aline considera uma traição o apoio da sigla ao bloco esquerdista que registrou apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados.

“Não faz o menor sentido o partido pelo qual o nosso presidente foi eleito apoiar um projeto que representa o oposto de tudo que sempre lutamos. Associar-se com a esquerda em formação de bloco é uma incoerência”, afirmou a deputada.

A deputada paranaense e seus 19 colegas declararam publicamente apoio ao deputado Arthur Lira para presidir a Câmara na próxima legislatura.

Aline é uma das lideranças na criação do Aliança pelo Brasil, que, segundo os idealizadores, será o maior partido conservador de direita da américa latina.

“Não podemos aceitar essa mudança tão drástica de ideologia partidária. Quando escolhi o PSL, em momento algum imaginei que ele fosse mudar seu posicionamento desta forma”, completou.

A parlamentar também relatou que o PSL retirou todos as suas provisórias, inclusive da sua cidade, bem como a suspendeu por 12 meses das suas funções partidárias. Segundo deputada, a sigla vem lhe prejudicando a tempo permanecer na base de apoio do Presidente Bolsonaro.

“A falta de respeito com uma deputada federal é incrível por parte do partido, na minha cidade, entregaram minha provisória ao meu adversário e efetivaram apoiou a sua reeleição, isso para mim é infidelidade partidária ”, afirmou.

O Conselho de Ética do partido vai se reunir para dar o parecer e a defesa dos acusados terá cinco dias para se manifestar. O parecer precisará ser analisado pela Executiva Nacional e pelo Diretório Nacional do PSL para definir sobre a expulsão ou não.

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