Portaria publicada no Diário Oficial da União, pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União do Ministério da Economia, determinou o direito de uso, por 20 anos, de uma área de mais de 4 milhões de metros quadrados, na zona rural do município de Castro, para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná. A região concentra a chamada Fazenda Capão do Cipó, propriedade da União e, hoje, local ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Alinhada com as prioridades da população de Castro e região, a deputada federal Aline Sleutjes (PSL) há meses luta para que a área seja reintegrada e que o Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP) retome todas as suas atividades.

“O governo federal entende a questão social das famílias que estão naquela região. Em conversa com representantes da Secretaria de Agricultura, será realizada uma triagem para verificar o possível perfil agrícola dessas famílias, para que sejam realocadas na Fazendo Jeca Martins, de propriedade do Estado do Paraná. Tudo está sendo estudado com bastante cautela para que não haja prejuízos ou injustiças”, afirmou a federal paranaense.

Na região serão desenvolvidas atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do instituto, sendo o campus Castro. O prazo estipulado para o início da realização das atividades é de 24 meses, a partir da assinatura do contrato. Para a utilização da área, o instituto deverá obter licenciamentos, autorizações e alvarás necessários para a implantação e execução do projeto, além de respeitar a legislação ambiental.

“É grande o potencial de desenvolvimento tecnológico e capacitações ofertadas pelo instituto. Vale lembrar que, por quatro décadas, o Centro de Treinamento para Pecuaristas, que atua na região, é responsável pela qualidade e volume da produção leiteira do município de Castro e outras localidades. Hoje, são cerca de 2 milhões de estabelecimentos produtores de leite, desde o pequeno da agricultura familiar, médios e grandes produtores”, destacou Aline Sleutjes.

A deputada federal explica que o leite é produzido em 99% dos municípios brasileiros com 4,5 postos de trabalho diretos na produção por propriedade, totalizando mais de  5 milhões e 200 mil famílias vivendo da produção (no setor primário). Aline Sleutjes acrescenta que ainda há muitos empregos em transporte, industrialização e comercialização que, no total, somam em torno de 20 milhões de pessoas vivendo da cadeia produtiva do leite.

“A cadeia leiteira tem enorme importância econômica e social em praticamente todos os municípios brasileiros, e também tem um papel importante para manter o homem no campo, evitando o êxodo rural. E, para conhecimento: o Brasil é o terceiro maior produtor do mundo de leite, e o alimento é o sexto produto de maior importância na cadeia do agro brasileiro.”, concluiu Sleutjes.

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