Você já ouviu falar em mielomeningocele? Trata-se de uma malformação congênita que provoca muitos danos aos seus portadores. O problema acontece na coluna vertebral, com falha no fechamento das estruturas. O resultado é o aparecimento de lesões na medula espinhal ou nas raízes dos nervos lombossacrais, provocando diversos danos neurológicos – a exemplo de paralisia de membros, problemas ortopédicos, contraturas e luxações congênitas no quadril.
As lesões também podem comprometer bexiga e reto, levando a quadros de incontinência urinária e fecal.
“É um quadro que maltrata e fere a autoestima de quem convive com a mielomeningocele, obrigando o uso de fraldas.”, apontou a deputado federal Aline Sleutjes, autora de Projeto de Lei (PL 1861/2019), que determina a disponibilização via Sistema Único de Saúde (SUS) de tratamento fisioterápico por eletroestimulção em pacientes diagnosticados com mielomeningocele.
“Os tratamentos atualmente disponíveis tem efeitos colaterais sérios, deixando os pacientes suscetíveis a infecções urinárias frequentes e a realização constante de procedimentos dolorosos como o cateterismo vesical para esvaziamento das bexigas”, argumentou a parlamentar.

Muita gente; muito sofrimento
De acordo com monitoramentos do Ministério da Saúde, a incidência da mielomeningocele no Brasil é de um para cada mil nascidos.
“São muitos brasileiros vitimados por esta doença e é para todas estas pessoas, tentando minorar tanto sofrimento, que apresentei o projeto de lei para disponibilizar o tratamento através do Sistema Único de Saúde”, reafirmou a deputada.
A eletroestimulação tem sido proposta como alternativa terapêutica, pois estímulos elétricos aplicados sobre a pele poderiam atuar nas fibras nervosas íntegras e auxiliar na disfunção do trato urinário.
“Com este novo tratamento, os pacientes terão mais qualidade de vida. E uma vida com mais dignidade”, finalizou Aline Sleutjes.

Subscribe
Notify of
guest