Pelo menos 13 dos 27 estados brasileiros não têm dinheiro para pagar aposentados e pensionistas. O rombo, calculado pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), ultrapassa R$ 2,4 trilhões e pode instalar colapso nos cofres estaduais.

De acordo com os estudos do IPEA, o maior rombo está na Previdência de São Paulo – déficit de R$ 13,73 bilhões. Além da previdência paulista, os estados mais comprometidos – proporcionalmente – com pagamentos das aposentadorias e benefícios são Ceará (rombo de R$ 710 milhões) e Paraíba ( R$ 700 milhões).

“Os dados não mentem: e eles sinalizam fortemente para a necessidade de inclusão na Nova Previdência”, defende a deputada Aline Sleutjes, acrescentando que os municípios também devem ser integrados.

“Alguns gestores não querem fazer a defesa pública dessa necessidade, temendo reação dos eleitores, mas sabem que – em nome do equilíbrio e da responsabilidade fiscal – terão que administrar o suposto ônus político para fazer o que é certo”, avaliou a deputada.

Deputada Aline Sleutjes

Para Aline Sleutjes, se ficarem de forma da reforma, estados e municípios terão os cofres minados ao ponto de ficarem sem fôlego financeiro para atender as demandas mais elementares da população.

Veja em que estados o rombo previdenciário é mais profundo:

São Paulo – deficit R$ 13,73 bilhões.
Rio de Janeiro – deficit R$ 12,2 bilhões
Rio Grande do Sul – deficit R$ 6,07 bilhões
Minas Gerais – dificit R$ 2 bilhões.
Santa Catarina – deficit R$ 1,98 bilhão.
Bahia – deficit R$ 1,22 bilhão.
Goiás – deficit R$ 1,01 bilhão
Ceará – deficit R$ 710 milhões
Distrito Federal – dificit R$ 700 milhões
Paraíba – deficit R$ 700 milhões.

Subscribe
Notify of
guest